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Segurança

Violência contra cães comunitários é apurada em dois estados

Legislações e corregedorias apuram ocorrências no Rio Grande do Sul e no Paraná; um animal está internado e outro morreu.

29/01/2026 16h00 | Atualizada em 29/01/2026 22h53 | Por: Redação
Foto: Reprodução

Dois casos de violência contra cães comunitários registrados nesta semana, no Rio Grande do Sul e no Paraná, estão sendo investigados por autoridades de segurança pública. Em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, um cachorro foi baleado durante uma abordagem da Brigada Militar e permanece internado. Já em Toledo, no oeste do Paraná, um cão morreu após ser atingido por um tiro, e a Polícia Civil trata o caso como crime de maus-tratos com agravante de morte.

Em Campo Bom, o cão comunitário conhecido como Negão foi baleado na noite de terça-feira (27), por volta das 20h30, no bairro Barrinha. O episódio ocorreu durante uma abordagem da Brigada Militar a moradores da região e foi registrado por uma câmera de segurança. O animal foi resgatado pela ONG Campo Bom Pra Cachorro e segue internado em uma clínica veterinária parceira.

O caso foi relatado pela vereadora Kayanne Braga. Segundo ela, durante a ação policial um dos agentes teria pisado na pata do cachorro, que gritou, mas não teria avançado contra a guarnição. Ainda assim, o policial efetuou o disparo. A vereadora afirma que havia outros cães no local e que nenhum deles investiu contra os policiais. A área é ribeirinha e passou a concentrar animais comunitários após a enchente de 2024.

Após o disparo, um morador acionou uma assessora da vereadora, que auxiliou no resgate do animal. Ainda conforme o relato, um grupo de pessoas foi detido e encaminhado à delegacia após a ocorrência.

Em nota, o 32º Batalhão da Brigada Militar informou que o cão teria investido contra a guarnição e causado lesão por mordida em uma policial, o que teria motivado o disparo com munição não letal para cessar a investida. A Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul determinou a imediata apuração dos fatos, que será conduzida pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar.

 

Nota da Brigada Militar
“Nota à Imprensa

Durante abordagem a três indivíduos no bairro Barrinha, em Campo Bom, na noite desta terça-feira (27/01), em razão de resistência ativa e desacato por parte dos abordados, foi necessário o uso moderado e progressivo da força.

Durante a ação, um cão que se encontrava em via pública investiu contra a guarnição, ocasionando lesão na perna direita de uma policial feminina, em razão de mordida. Para cessar a investida do animal, um dos policiais efetuou um disparo com munição não letal.

Os envolvidos foram encaminhados para a realização de exames de lesões corporais e, posteriormente, à Delegacia de Polícia para a formalização da ocorrência.

As circunstâncias da abordagem estão sendo apuradas pela Brigada Militar, a fim de que todos os fatos sejam esclarecidos e não restem dúvidas quanto à atuação policial.

A Brigada Militar reafirma seu compromisso com a segurança da comunidade gaúcha e com a atuação dentro da legalidade, da técnica e do respeito aos direitos humanos e defesa dos animais.

Brigada Militar, a Força da Comunidade

Comunicação Social do 32º BPM”

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Nota da Secretaria da Segurança Pública
“A Secretaria da Segurança Pública determinou à Brigada Militar a imediata apuração dos fatos envolvendo uma abordagem a três indivíduos, na noite desta terça-feira (27), em Campo Bom, onde um cachorro foi baleado por um policial militar.

As circunstâncias da abordagem, a atuação dos PMs no local e a alegação de que durante a abordagem um policial teria sido atacado pelo cão serão objeto de apuração pela Corregedoria-geral da Brigada Militar.

A Secretaria da Segurança Pública trabalha para que logo os fatos sejam devidamente esclarecidos e reforça o compromisso e o respeito aos direitos humanos e à defesa e dos animais”.

 

Foto: Reprodução

Em Toledo, no Paraná, a Polícia Civil investiga a morte do cão comunitário Abacate, baleado no bairro Tocantins. De acordo com o delegado Alexandre Macorin, as informações iniciais indicam que o suspeito teve intenção de matar, e o caso é tratado como crime de maus-tratos com agravante de morte.

Abacate era cuidado por moradores da comunidade. Durante o atendimento veterinário, foi constatado que o disparo perfurou o intestino e atingiu os rins. A bala não ficou alojada. O animal chegou a ser submetido a cirurgia, mas morreu durante o procedimento.

Segundo a equipe de Proteção Animal do município, o cão apresentava perfurações profundas e contaminação abdominal causada pelo rompimento do intestino. O suspeito ainda não foi identificado, e a polícia pede apoio da população para auxiliar nas investigações.

O cão estava no bairro havia cerca de cinco meses e era alimentado por moradores, que já haviam organizado sua castração. Uma manifestação pedindo justiça pelo caso está marcada para o próximo sábado (31), às 10h, no Parque do Povo, em Toledo.

Os dois episódios reforçam a discussão sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização em casos de violência. As investigações seguem em andamento nos dois estados, sob responsabilidade das corregedorias e das polícias civis.

 

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