Caso envolvendo maus-tratos a animal gera comoção e manifestação popular.
Foto: Redes sociais A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. O caso gerou comoção na comunidade local e motivou uma manifestação pacífica no último sábado (17).
De acordo com a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, responsável pela investigação, há indícios de autoria por parte do grupo de adolescentes. Segundo ela, os pais dos suspeitos devem prestar depoimento ainda nesta semana para contribuir com o andamento do inquérito.
A delegada também afirmou que foi descartada a suspeita de envolvimento de filho de policial civil. Em entrevista à NDTV Record, Mardjoli ressaltou que a investigação ocorre de forma imparcial. Segundo ela, o foco do trabalho é a responsabilização dos envolvidos, independentemente de vínculos familiares.
Indignados com a morte do animal, moradores da Praia Brava, no Norte da Ilha, realizaram um protesto na manhã de sábado. Mais de 100 pessoas caminharam até um edifício onde viveriam os adolescentes apontados como autores da agressão. A manifestação ocorreu de forma pacífica e pediu justiça pelos animais.
Conforme os manifestantes, outro cão comunitário, chamado Caramelo, também teria sido morto pelo mesmo grupo. O diretor da Associação de Moradores da Praia Brava, Reinado Guimarães, afirmou que a mobilização surgiu a partir do sentimento coletivo da comunidade diante do ocorrido.
O cão Orelha, também chamado de Preto, vivia na Praia Brava há cerca de dez anos e era cuidado por moradores, pescadores e comerciantes da região. Ele foi encontrado com ferimentos profundos em várias partes do corpo e, devido à gravidade das lesões, precisou ser sacrificado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, afirmou que providências já estão sendo tomadas e que os adolescentes serão encaminhados à Justiça.
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