Declarações constam em depoimento prestado no fim de 2025.
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, admitiu em depoimento à Polícia Federal que a instituição enfrentava problemas de liquidez e utilizava o Fundo Garantidor de Créditos como base de seu modelo de negócios. As informações constam na transcrição do depoimento obtido pela PF no final de 2025.
Segundo Vorcaro, a crise de liquidez era uma situação momentânea e não estrutural. Ele afirmou que o banco conseguiu honrar seus compromissos até o dia 17 de novembro, véspera da decretação da liquidação pelo Banco Central.
Ao decretar a liquidação, o Banco Central apontou a falta de liquidez e graves violações às normas do sistema financeiro. O Master era conhecido por oferecer rendimentos acima da média do mercado, especialmente por meio da venda de Certificados de Depósito Bancário.
No depoimento, Vorcaro afirmou que o plano de negócios do banco era totalmente baseado no suporte do FGC e que, segundo ele, as regras foram alteradas após o crescimento da instituição. Ele também sugeriu que bancos concorrentes teriam interesse em prejudicar o Master.
Ainda de acordo com o depoimento, o banco chegou a originar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por mês, valor que foi reduzido para garantir liquidez após comunicação do Banco Central em novembro de 2024. Vorcaro afirmou ainda ter aportado cerca de R$ 6 bilhões de recursos próprios para sustentar o banco durante a crise.
Ressarcimento do FGC
Desde o dia 19, o Fundo Garantidor de Créditos iniciou o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ aos investidores do Banco Master. Cerca de 600 mil credores já solicitaram o pagamento.
O caso segue sob apuração da Polícia Federal, enquanto o FGC dá continuidade ao processo de ressarcimento dos investidores afetados.
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