Pedido foi encaminhado após conclusão do inquérito que apura maus-tratos contra o cão Orelha.
Foto: Reprodução/Redes sociais A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação provisória do adolescente suspeito de agredir e causar a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O pedido foi feito após a conclusão do inquérito policial, que apura ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.
O cão Orelha vivia na Praia Brava, área turística da Capital, e foi agredido na madrugada de 4 de janeiro. No dia seguinte, moradores encontraram o animal ferido. Ele chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu e morreu.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente é apontado como o principal suspeito. Os nomes, idades e a localização dos envolvidos não foram divulgados, em razão do sigilo previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em procedimentos que envolvem menores de 18 anos.
De acordo com o delegado Renan Balbino, responsável pelo caso, o jovem apresentou contradições durante os depoimentos. “Em diversos momentos, ele se contradisse e omitiu fatos importantes para a investigação”, afirmou. Conforme os laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou por objeto rígido.
O inquérito foi encaminhado nesta terça-feira (3) ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que irá analisar o pedido de internação provisória. Conforme o ECA, essa medida pode durar até 45 dias antes da sentença e é equivalente à prisão preventiva aplicada a adultos.
A defesa do adolescente afirmou, por meio de nota, que as informações divulgadas são circunstanciais e que não constituem prova conclusiva. Os advogados também informaram que ainda não tiveram acesso integral aos autos do inquérito e contestaram a condução das investigações.
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