A articulação entre o PL e o NOVO visa consolidar a unificação da direita em Santa Catarina e sanar o vácuo de representatividade federal na região da Amurel por meio de uma coordenação estratégica entre as siglas.
Pamelys de Barros, advogada com uma década de atuação e atual vereadora em Braço do Norte, oficializou sua migração do Partido Liberal (PL) para o NOVO, consolidando sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados. O movimento, realizado fora do período convencional de janela partidária para legisladores municipais por meio de um acordo direto entre as siglas, integra um plano de expansão e reconstrução da direita em Santa Catarina. A estratégia visa fortalecer a base eleitoral conservadora no estado, preparando o terreno para a composição das chapas proporcional e majoritária. Esta transição é vista como um passo essencial para garantir que lideranças regionais com experiência administrativa comprovada ascendam à esfera federal, promovendo uma renovação qualificada sob uma nova legenda.
No contexto regional, a pré-candidatura de Barros é apresentada como uma resposta técnica à carência de representação da microrregião da Amurel no Congresso Nacional. Atualmente, a região sofre com a ausência de deputados federais eleitos com base local, o que compromete a capacidade de articulação para a destinação de emendas parlamentares essenciais. Segundo análises políticas baseadas no cenário regional, esse déficit de representação direta resulta na perda estimada de R30aR 40 milhões anuais em recursos federais que deixam de ser aplicados nos municípios vizinhos. A proposta busca, portanto, assegurar que o retorno tributário dos contribuintes locais seja revertido em investimentos estruturantes e serviços públicos fundamentais, utilizando a candidatura como um mecanismo de captação de recursos para o desenvolvimento regional.
A migração partidária foi resultado de uma costura política de alta cúpula, envolvendo o governador Jorginho Mello (PL) e o pré-candidato a vice-governo Adriano Silva (NOVO). O processo foi caracterizado pela renúncia de Barros a uma posição estável no PL para viabilizar a reestruturação da direita através de uma aliança estratégica, na qual o PL aceitou "ceder" quadros técnicos para fortalecer a nominata do NOVO. O movimento recebeu o apoio oficial de lideranças como a deputada Ana Campagnolo, reforçando a coesão do bloco conservador catarinense. A filiação, abonada pelas lideranças majoritárias em reunião oficial, formalizou a aliança que projeta um plano de ação política de curto, médio e longo prazo, focando na unificação de forças contra a fragmentação da base aliada.
A trajetória política da pré-candidata é sustentada por dados objetivos de seu desempenho legislativo em Braço do Norte, onde foi eleita com 577 votos (2,8% dos votos válidos). Durante sua gestão como presidente da Câmara Municipal, Barros implementou a Procuradoria Especial da Mulher e a Escola do Legislativo, destacando-se pela execução do programa Vereador Mirim, que registrou a participação recorde de mais de 3.000 votos na campanha estudantil da região. Tais indicadores de engajamento comunitário e eficiência administrativa são utilizados para consolidar sua musculatura política. A experiência na gestão do Legislativo é apresentada como a credencial necessária para validar sua capacidade de transitar da política municipal para a representação federal com foco em resultados técnicos.
Do ponto de vista ideológico, Barros defende o fortalecimento de mulheres e jovens na política sob o prisma da competência técnica, posicionando-se de forma crítica ao preenchimento de candidaturas apenas para o cumprimento formal de cotas legais. A pré-candidata enfatiza uma visão que rejeita pautas feministas ou agendas que promovam a divisão social, propondo, em contrapartida, a aplicação da "sensibilidade feminina" para atender de forma direta às necessidades sociais cotidianas da população. O foco de sua atuação é a participação ativa e orgânica, buscando integrar a perspectiva feminina no processo de formulação de políticas públicas e na fiscalização do Poder Executivo, mantendo a fidelidade aos princípios de eficiência e mérito defendidos pela nova sigla.
Atualmente, o cronograma da pré-campanha é influenciado pelo cenário pessoal da pré-candidata, que se encontra no nono mês de gestação. O nascimento iminente de seu filho torna o planejamento de longo prazo — definido pela parlamentar como qualquer horizonte superior a duas ou três semanas — um desafio logístico imediato. Apesar das restrições temporárias, a estruturação partidária prossegue com a fundação do diretório municipal do NOVO em Braço do Norte e a criação da presidência do braço "Mulheres pelo NOVO". O objetivo central desta fase é consolidar uma base sólida e realizar eventos de filiação para expandir a influência da sigla nos municípios vizinhos, assegurando que o partido ganhe corpo político antes do início oficial do período eleitoral.
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