Uma funcionalidade que permitia realizar compras diretamente pelo ChatGPT será descontinuada pela OpenAI. O recurso, conhecido como “Instant Checkout”, ainda estava em fase inicial e funcionava apenas nos Estados Unidos, em parceria com a Walmart.
De acordo com o comentarista Levi Tancredo, do quadro Espaço Tec, da Rádio Litoral, a ferramenta permitia que usuários buscassem produtos dentro do chat e finalizassem a compra sem sair da conversa. No entanto, o desempenho ficou abaixo do esperado. “As pessoas concluíam compras em uma taxa muito menor do que no site tradicional, cerca de três vezes menos”, explicou.
Segundo ele, além da baixa adesão, a desconfiança do público também contribuiu para a decisão. “Quando envolve dinheiro, muita gente ainda não se sente segura em deixar esse tipo de decisão na mão de uma inteligência artificial”, destacou.
Levi também comentou sobre o impacto mais amplo das inteligências artificiais no mercado de tecnologia. Apesar das expectativas iniciais, empresas ainda não têm observado ganhos imediatos ao substituir profissionais por IA. “A tecnologia ajuda, acelera processos, mas não substitui totalmente o trabalho humano”, afirmou.
Na área de programação, por exemplo, a IA tem sido utilizada como ferramenta de apoio, especialmente em tarefas repetitivas, mas ainda apresenta limitações em atividades mais complexas, como a construção de sistemas completos.
O especialista também alertou para riscos no uso indiscriminado da tecnologia, citando casos de falhas que resultaram até mesmo na perda de dados. Para ele, o caminho é o uso consciente. “A IA não vai substituir as pessoas. Quem usa a tecnologia é que vai se destacar”, concluiu.
Hoje, o destaque vai para um dado que chama atenção: 59% das empresas admitem utilizar a inteligência artificial como justificativa para desligamentos.
A informação vem de uma pesquisa realizada com mil gestores nos Estados Unidos. Segundo o levantamento, esse tipo de argumento costuma ser melhor recebido por investidores, o que levanta um ponto importante sobre a forma como as empresas estão comunicando suas decisões.
Mas quando a gente olha mais de perto os números, a realidade parece um pouco diferente. Apenas 9% das companhias afirmam que a tecnologia realmente substituiu completamente funções. Ou seja, de mil gestores, cerca de 90 relatam uma substituição efetiva.
Por outro lado, 45% das empresas dizem que a inteligência artificial teve pouco ou nenhum impacto nas operações. E mais: 92% ainda pretendem contratar ao longo de 2026. Isso mostra que o cenário não é de substituição em massa, como muita gente imagina.
Na prática, o que pode estar acontecendo é o uso da IA como uma justificativa mais “aceitável” para cortes de custos. Afinal, demissões motivadas por dificuldades financeiras costumam gerar impacto negativo no mercado, afetando a imagem da empresa e até o valor de suas ações.
Quando a decisão é associada à tecnologia, a narrativa muda. Parece inovação, modernização. Mas nem sempre reflete a realidade do que está acontecendo dentro das empresas.
É claro que a inteligência artificial já está transformando diversos setores, e isso é inevitável. Algumas funções, sim, tendem a ser substituídas ao longo do tempo. Mas afirmar que a IA já consegue suprir toda a demanda, especialmente em áreas como desenvolvimento, ainda está longe da realidade.
Inclusive, já vimos casos em que a dependência excessiva de IA gerou falhas importantes, com prejuízos operacionais e até perda de dados.
O que eu acredito — e aqui vai a reflexão — é que os empregos não serão substituídos simplesmente pela IA, mas por profissionais que sabem utilizá-la de forma estratégica. A tecnologia vem para acelerar processos, não necessariamente para eliminar pessoas.
Então fica o alerta: nem toda demissão atribuída à inteligência artificial tem, de fato, a tecnologia como causa principal. É importante olhar além do discurso e entender o contexto.
A IA vai evoluir? Vai, sem dúvida. Mas, pelo menos por enquanto, ainda não estamos diante de uma substituição total — e sim de um cenário em transformação.
Uma empresa de tecnologia de Tubarão vem ganhando destaque no cenário nacional após firmar uma importante parceria com a TOTVS, considerada a maior empresa de sistemas de gestão (ERP) da América Latina e uma das maiores do mundo no setor.
A WMW, que atua com integrações de sistemas e desenvolvimento de aplicativos móveis, passa agora a integrar soluções com a plataforma da multinacional. A parceria abre novas oportunidades de mercado, já que a TOTVS atende grandes empresas em todo o país.
Com o acordo, a empresa tubaronense poderá expandir sua atuação e oferecer suas soluções para clientes que já utilizam o sistema da TOTVS, ampliando sua presença em segmentos estratégicos da economia.
A conquista é vista como um avanço importante para o setor de tecnologia da região, que vem crescendo com o apoio de ambientes de inovação, como o Centro de Inovação de Tubarão, que reúne empresas e incentiva o desenvolvimento de novos negócios.
A parceria também reforça o potencial das empresas locais, mostrando que iniciativas desenvolvidas na região podem alcançar destaque e competir em nível nacional.
O aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou a criação de um novo modelo de conta voltado para usuários menores de 13 anos. A ferramenta contará com supervisão dos pais ou responsáveis e tem como objetivo ampliar a segurança das crianças que utilizam o aplicativo.
Com a novidade, os usuários nessa faixa etária terão acesso restrito às funções básicas da plataforma, como envio de mensagens e realização de chamadas. Além disso, os responsáveis poderão ativar alertas automáticos para acompanhar algumas ações realizadas na conta.
Entre os recursos disponíveis estará a possibilidade de receber notificações quando a criança adicionar novos contatos ou receber solicitações para iniciar conversas. Dessa forma, os pais poderão monitorar com mais facilidade com quem os filhos estão interagindo no aplicativo.
Outra funcionalidade importante envolve a participação em grupos. Antes de aceitar o convite para entrar em um grupo, a criança poderá visualizar informações como o número de participantes e quem são os administradores, o que ajuda a dar mais transparência sobre o ambiente virtual em que ela estará inserida.
De acordo com a empresa, o novo recurso será disponibilizado gradualmente para os usuários e deve começar a aparecer nas próximas semanas.
A iniciativa busca atender uma preocupação cada vez mais comum entre pais e responsáveis. Com o avanço da tecnologia e o uso frequente de celulares por crianças, muitas famílias passaram a se preocupar com a segurança digital dentro de casa, já que grande parte das interações ocorre de forma silenciosa e sem supervisão direta.
A expectativa é que a nova ferramenta ajude os responsáveis a acompanhar de forma mais próxima a atividade online dos filhos, contribuindo para um ambiente digital mais seguro.
Foto: Reprodução Usuários em vários países, incluindo o Brasil, têm relatado que o WhatsApp estaria bloqueando contas pessoais já na primeira tentativa de contato com um número que não está salvo na agenda. Em muitos casos, mesmo usando a opção de “solicitar análise”, o bloqueio permanece. Até agora, a Meta (empresa dona do WhatsApp) não divulgou uma explicação oficial sobre esse comportamento.
É importante lembrar que o WhatsApp vem endurecendo o combate a spam e golpes. Para isso, utiliza sistemas automáticos que analisam padrões de uso e podem interpretar alguns comportamentos como suspeitos, entre eles:
Além disso, o aplicativo testa recursos que limitam mensagens de números desconhecidos e colocam teto na quantidade de mensagens que pessoas e empresas podem enviar sem receber resposta, justamente para reduzir abusos. Essas mudanças ajudam na segurança, mas aumentam o risco de falsos positivos, atingindo usuários comuns em situações legítimas.
Como se proteger e o que fazer em caso de bloqueio
Enquanto não há um posicionamento claro da Meta sobre esses relatos, alguns cuidados podem reduzir o risco de problemas:
Evitar comportamento parecido com spam
Não envie a mesma mensagem para muitos contatos que não têm seu número salvo, nem use listas de transmissão com pessoas que não esperam receber suas mensagens.
Aplicativos modificados violam os termos de uso e facilitam bloqueios, mesmo em contas pessoais.
Use a opção de “solicitar análise” no próprio app, explicando que se trata de uso pessoal e sem disparo em massa. Para quem depende do número para trabalho, vale guardar prints e registros do processo.
Utilize o WhatsApp Business oficial e, em caso de comunicação em escala, considere o WhatsApp Business API, que segue regras próprias de consentimento e modelos de mensagem, reduzindo a chance de ser classificado como spam.
O desafio do WhatsApp é equilibrar segurança e usabilidade: proteger usuários de golpes e mensagens indesejadas sem prejudicar a comunicação legítima de pessoas e pequenos negócios que dependem do aplicativo no dia a dia. Até que haja uma explicação mais transparente sobre esses bloqueios, a melhor estratégia é adotar práticas de uso mais cautelosas e priorizar sempre os canais oficiais da plataforma.

Espaçotec
Especialista em Sistemas de Informação, certificado pela Google e Oracle, com mais de 25 anos de experiência em tecnologia. Pós-graduado em Redes, Engenharia de Software e Gestão Empresarial, é professor há mais de 15 anos e colunista do Espaçotec. Atua como mentor, líder técnico e educador, ajudando pessoas e empresas a crescerem com organização, planejamento e inovação. Apaixonado por eletrônica, une prática e criatividade em tudo o que faz.
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