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Política

Crise no PSD tira João Rodrigues da pré-candidatura ao governo de Santa Catarina

Decisão foi anunciada por Jorge Bornhausen após impasse interno envolvendo o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto

13/03/2026 08h12 | Por: Redação

O ex-governador Jorge Bornhausen anunciou nesta semana, em Florianópolis, que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, não será mais o candidato do PSD ao Governo de Santa Catarina. O comunicado foi feito durante uma coletiva de imprensa convocada pelo próprio Bornhausen.

Segundo ele, a mudança ocorreu após uma série de divergências internas na sigla, principalmente relacionadas à situação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. Apesar de integrar o PSD, Topázio estaria atuando politicamente em desacordo com o projeto estadual do partido.

Bornhausen afirmou que a relação com João Rodrigues se desgastou após discussões recentes. De acordo com o ex-governador, o impasse ganhou força depois de uma conversa em um grupo de WhatsApp da legenda, na qual Rodrigues teria indicado que poderia desistir da candidatura caso Topázio continuasse filiado ao partido.

Após o episódio, Bornhausen relatou que conversou na noite anterior com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, durante um jantar. A partir desse encontro, decidiu tornar pública a decisão de retirar o nome de João Rodrigues da pré-candidatura ao governo catarinense.

Mesmo com a mudança, Bornhausen garantiu que o PSD continuará tendo candidato próprio na eleição estadual. Entre os nomes mencionados como possíveis alternativas estão o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, o deputado estadual Napoleão Bernardes e o ex-governador Raimundo Colombo.

Durante a coletiva, Bornhausen também comentou o cenário nacional da sigla. Segundo ele, o PSD articula o lançamento do governador do Paraná, Ratinho Júnior, como candidato à Presidência da República. O anúncio oficial, conforme indicou, deve ocorrer até o final deste mês.

Apesar do rompimento político, Bornhausen declarou que espera que João Rodrigues permaneça no PSD.

Procurada, a assessoria do prefeito de Chapecó não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Entretanto, pessoas próximas a Rodrigues afirmaram que ele foi surpreendido com a decisão e que avalia deixar o partido para definir os próximos passos de sua trajetória política.

Uma coletiva de imprensa já está marcada para amanhã, às 9h, no Hotel Mogano, em Chapecó. Na ocasião, João Rodrigues deve se posicionar publicamente sobre o episódio.

Nos bastidores da política catarinense, a saída de Rodrigues da disputa pode alterar o cenário eleitoral. Até então considerado um dos nomes mais fortes contra o atual governador Jorginho Mello, o movimento tende a ampliar o favoritismo do governador em um eventual projeto de reeleição.

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