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Internacional

Ataque coordenado no sudoeste da Colômbia deixa 20 mortos e 36 feridos

Ação com explosivos na Rodovia Pan-Americana ocorre a um mês das eleições presidenciais e é atribuída por autoridades a dissidências das antigas Farc.

27/04/2026 14h50 | Atualizada em 27/04/2026 14h59 | Por: Redação - Publicado por Nicolaite

No último sábado, 25 de abril de 2026, um ataque com artefatos explosivos na Rodovia Pan-Americana, no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia, resultou na morte de 20 civis e deixou 36 feridos. A detonação ocorreu em um posto de controle ilegal estabelecido por insurgentes nas proximidades de Cajibío, atingindo um ônibus e outros dez veículos que trafegavam pela via. O incidente, inserido em uma região de conflito histórico, agrava o quadro de instabilidade política no país a poucas semanas do pleito nacional.

O episódio integra uma ofensiva coordenada que contabilizou 26 ações violentas em um intervalo de 48 horas, abrangendo também o departamento do Valle del Cauca. O uso de táticas de alto impacto, como o emprego de drones equipados com explosivos e de micro-ônibus escolares adaptados para detonações — técnica especificamente identificada nos ataques contra bases militares em Cali e Palmira —, sinaliza uma tentativa deliberada de projetar controle territorial por parte dos grupos armados. A intensificação dessas hostilidades, a cerca de um mês das eleições presidenciais de 31 de maio, fragiliza a percepção de segurança pública e mobiliza as vozes oficiais que validam a gravidade do cenário para o exercício democrático.

O presidente Gustavo Petro classificou os atos como terrorismo, ordenando a intensificação das operações militares contra as estruturas atribuídas ao Estado-Maior Central e à frente Jaime Martínez, facções dissidentes que não aderiram ao acordo de 2016. Em uma resposta institucional conjunta, o governo e lideranças regionais do Valle del Cauca e de Cali anunciaram recompensas de até 200 milhões de pesos colombianos por informações, enquanto uma cifra de um milhão de dólares foi especificamente estipulada pela captura do líder insurgente Iván Mordisco. Essas medidas refletem o desgaste nas tentativas de diálogo e relacionam-se diretamente ao atual estágio de ruptura nos processos de pacificação e acordos de paz.

O cenário atual de confrontação situa-se na fragmentação posterior ao acordo de 2016 e nos obstáculos enfrentados pela política de "Paz Total" diante da disputa pelo controle de receitas oriundas do narcotráfico, da mineração ilegal e da extorsão. A ofensiva liderada por Mordisco, que abandonou formalmente as negociações em 2024, desafia a soberania do governo em um momento em que as pesquisas indicam o favoritismo do senador Iván Cepeda para a sucessão presidencial. Diante da ameaça à estabilidade, as autoridades mantêm o cronograma eleitoral sob um rígido esquema de proteção para candidatos e eleitores, deixando nítida a dimensão do desafio de segurança enfrentado pela Colômbia no curto prazo.

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