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Meta e Google começam a ser julgados nos EUA por supostos danos à saúde mental de adolescentes

Processo pode abrir precedente contra empresas de redes sociais.

30/01/2026 14h00 | Atualizada em 30/01/2026 14h07 | Por: Redação | Fonte: G1
Foto: AP/Reuters

A Meta e o Google começaram a ser julgados nesta semana no Tribunal Superior da Califórnia, nos Estados Unidos, acusados de contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do uso de plataformas como Instagram e YouTube.

O processo foi movido por uma jovem de 19 anos, identificada como K.G.M., que afirma ter desenvolvido vício nas plataformas quando ainda era menor de idade, em razão do design dos aplicativos. Segundo a ação, o uso agravou quadros de depressão e gerou pensamentos suicidas.

De acordo com os advogados da autora, os danos teriam sido causados por escolhas intencionais de design voltadas a aumentar o engajamento de crianças e adolescentes, com impacto direto na saúde mental. O júri deverá avaliar se as empresas agiram com negligência e se o uso das plataformas teve peso maior do que outros fatores externos.

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A seleção do júri começou nesta semana e o julgamento pode durar entre seis e oito semanas. Executivos das empresas, incluindo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, devem depor durante o processo.

Um dos pontos centrais do julgamento é a aplicação de uma lei federal que, em geral, isenta plataformas digitais de responsabilidade pelo conteúdo publicado por usuários. Meta e Google sustentam que essa legislação as protege das acusações.

Especialistas avaliam que uma eventual condenação poderia enfraquecer essa proteção jurídica, usada há décadas pelas empresas de tecnologia, e abrir caminho para milhares de ações semelhantes nos Estados Unidos.

Esta é a primeira de várias ações previstas para ir a julgamento ainda neste ano, envolvendo alegações de vício em redes sociais entre crianças e adolescentes. Advogados afirmam que o tema pode chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos.

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