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COLUNISTAS

Quando procurar ajuda: sinais de alerta emocional que os pais não podem ignorar

02/01/2026 11h26 | Atualizada em 15/01/2026 16h34 | Por: Eder Cachoeira
Foto: Divulgação

Todo pai e toda mãe já pensaram, em algum momento:
“Isso é só uma fase.”
E muitas vezes é mesmo.
Mas, em alguns casos, não é.


O grande problema é que a linha entre uma fase difícil e um sofrimento emocional sério
nem sempre é clara. E quando os sinais são ignorados, o custo pode ser alto demais.
 

Adolescentes não pedem ajuda como adultos
Um adulto diz:
“Não estou bem”.

 

Um adolescente muda de comportamento.

  • Ele se isola
  • Fica irritado o tempo todo
  • Perde o interesse pelo que gostava
  • Dormir vira um problema
  • Comer vira um problema
  • Falar vira um problema

E muitos pais interpretam isso como rebeldia, preguiça ou falta de limites.
Quando, na verdade, pode ser sofrimento emocional silencioso.
 

Sinais de alerta que não podem ser ignorados
Não é sobre um dia ruim.
É sobre padrões que se repetem.
Fique atento quando você percebe:

  • isolamento excessivo e prolongado
  • mudanças bruscas de humor
  • irritabilidade constante ou apatia
  • queda repentina no rendimento escolar
  • alterações no sono ou apetite
  • abandono de atividades que antes davam prazer
  • falas frequentes de desvalorização pessoal
  • comentários sobre não existir, sumir ou desistir

Nenhum desses sinais, isoladamente, define um problema grave.
Mas a soma deles exige atenção imediata.
 

O erro mais comum dos pais: minimizar
Frases como:
“Isso é drama.”
“Na minha época não tinha isso.”
“Você precisa ser mais forte.”
Não ajudam.
Machucam.


Elas ensinam o adolescente a esconder o que sente.
E quando o sofrimento não encontra escuta, ele cresce no silêncio.
“Todo pedido de ajuda ignorado vira um pedido mais silencioso depois.”

 

Procurar ajuda não é fracasso — é responsabilidade
Buscar ajuda profissional não significa que você falhou como pai ou mãe.
Significa exatamente o contrário.


Significa que você está atento. Presente. E disposto a proteger a saúde emocional do seu filho.
Psicólogos, terapeutas e profissionais da saúde mental existem para apoiar — não para substituir a família.
Quando família e ajuda profissional caminham juntas, as chances de recuperação aumentam drasticamente.

 

O papel dos pais continua sendo fundamental
Mesmo com acompanhamento profissional, o adolescente precisa de algo que nenhum especialista substitui:

  • um ambiente seguro em casa
  • diálogo sem julgamento
  • rotina emocional previsível
  • afeto demonstrado
  • limites claros
  • presença real

A ajuda começa fora, mas se sustenta dentro de casa.
 

Confie mais no seu instinto do que no seu medo
Se algo dentro de você diz que “não está normal”, escute.
É melhor procurar ajuda cedo do que se arrepender de ter esperado demais.


“Cuidar da saúde emocional do seu filho é tão importante quanto cuidar da saúde física.”


O que vem no próximo artigo
No próximo texto da série Meu Filho Fora do Quarto, vamos avançar para um tema que fecha este ciclo emocional e abre o caminho para o futuro:

“Propósito, escolhas e futuro: como ajudar seu filho a não se perder na vida adulta”
 

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Eder Cachoeira

Meu Filho Fora do Quarto

Eder Cachoeira é professor, empresário e palestrante com mais de 28 anos de experiência em tecnologia, educação e empreendedorismo. Criador do projeto “Meu Filho Fora do Quarto”, ele compartilha reflexões, histórias e dicas práticas sobre parentalidade, comportamento e propósito de vida. Na coluna, busca ajudar pais e filhos a se reconectarem e construírem relações mais saudáveis e significativas.

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