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COLUNISTAS

Entre legado e futuro: 50 anos de história do laboratório

26/03/2026 07h32 | Atualizada em 26/03/2026 07h32 | Por: Daisson Trevisol

Em 2026, o Laboratório Santa Catarina completa meio século de atuação, consolidando-se como uma das principais referências em análises clínicas na região Sul do estado. À frente dessa nova etapa, o diretor executivo Daisson Trevisol destaca os desafios e a responsabilidade de dar continuidade a uma história construída ao longo de décadas.

Segundo ele, o último ano foi marcado pela perda de uma figura central para a empresa, o médico José Carlos Manprim, conhecido como “Big Boss”, que esteve à frente do laboratório por muitos anos. “Agora, cabe a nós honrar esse legado e seguir avançando”, afirma.

A atual gestão é composta por profissionais que já fazem parte da trajetória da instituição, como o doutor Fábio, sócio da empresa, e Fabiana, que também integra a equipe há anos. Juntos, eles conduzem o dia a dia do laboratório, mantendo o foco em qualidade, agilidade e respeito aos pacientes.

Atualmente, o Laboratório Santa Catarina conta com 12 unidades distribuídas pela região da Amurel, com presença em cidades como Tubarão, Laguna, Jaguaruna, Imbituba, Capivari de Baixo, Pescaria Brava, Gravatal e 13 de Maio. Além disso, atende importantes hospitais, incluindo o Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Com o slogan “Entre o legado e o futuro”, a instituição busca equilibrar a tradição construída por seus fundadores com a necessidade de inovação constante. “Nosso compromisso é seguir entregando excelência, ampliando serviços e acompanhando as transformações da área da saúde”, ressalta Trevisol.

Ao completar 50 anos, o laboratório reforça seu papel regional e convida a população a continuar confiando em seus serviços, seja para exames de rotina ou atendimentos especializados.

Surto de dengue e riscos de medicamentos emagrecedores falsificados

18/02/2026 14h30 | Atualizada em 18/02/2026 14h38 | Por: Daisson Trevisol

Início do ano no Brasil, nós temos a mania de dizer que o ano só começa após o Carnaval. Então, nós estamos aqui na quarta-feira pós-Carnaval falando um pouquinho sobre saúde e, por que não, o mais importante de tudo é que nós façamos uma prevenção de saúde. Então começou o ano, basicamente, e seria importante que todos fizessem uma prevenção.

Nós temos muitos assuntos para falar durante esse ano. Já iniciamos o ano aqui em Santa Catarina com muitos casos de Dengue, de Zika, Chikungunya e muitos focos do mosquito Aedes aegypti em todas as cidades de Santa Catarina. Só para você ter uma ideia, nós temos aproximadamente 185 cidades que estão com infestação pelo mosquito; isso dá, basicamente, dois terços dos municípios aqui de Santa Catarina com infestação, e a hora que começar a circular a doença, nós vamos ter problemas.

Além disso, iniciamos esse ano com vários problemas relacionados ao Mounjaro, que são aquelas canetas emagrecedoras. É importante deixar muito claro que tem aproximadamente 555 pessoas no mundo que já morreram de pancreatite ou outros problemas relacionados a essas canetas emagrecedoras. Um dos maiores causadores disso são os medicamentos que são manipulados; nós não temos ainda autorização para manipular a tirzepatida, que é a substância específica do Mounjaro.

Essas canetas, quando são manipuladas e, principalmente, em alguns momentos falsificadas, elas não contêm o produto ou contêm fórmulas alteradas que podem trazer problemas para o ser humano. Então, temos que tomar bastante cuidado com relação a essas situações, sempre prezando pela qualidade e pelo acompanhamento médico nesses procedimentos.

No mais, dizer que em 2026 é importante que as pessoas procurem fazer os seus exames laboratoriais, procurem fazer o seu check-up e procurem seu médico para que a gente possa ter saúde cada vez mais. Então, procure o Laboratório de Santa Catarina, pois nós temos alguns check-ups de saúde que podem ser feitos previamente antes de você procurar o seu médico de forma particular. Procure o Laboratório de Santa Catarina e vamos cuidar cada vez mais da nossa saúde. Um grande abraço a vocês, um bom ano de 2026 e uma boa semana.

 

Assista na íntegra: 

 

O impacto do uso prolongado do celular na saúde dos olhos

28/01/2026 17h00 | Atualizada em 28/01/2026 17h12 | Por: Daisson Trevisol

Hoje nós vamos falar sobre um problema silencioso do mundo moderno, que é o impacto do uso prolongado do celular na saúde dos nossos olhos. Quase 70% das pessoas têm problemas quando fazem um uso excessivo de celulares com relação à ardência, cansaço visual, visão borrada ou mesmo dores de cabeça. Isso aumentou muito depois da pandemia.

O vilão do celular não é a luz azul como todos imaginam, assim como falava-se na tela do computador, mas sim o uso prolongado dessas tecnologias. Se a gente fizer um uso prolongado sem alguma pausa eventual, aumenta o número de problemas relacionados ao ressecamento dos olhos e, ao mesmo tempo, a gente diminui o número de piscadas. Isso faz com que haja esse ressecamento.

A luz, ela não danifica a retina de forma contínua, mas ela desregula o sono e reduz a produção de melatonina, e muitas vezes piora o sono, principalmente quando você utiliza muito o celular durante a noite ou próximo do horário de dormir. O uso excessivo dessas telas para uma progressão de uma doença especificamente poderia levar a uma miopia, especialmente em jovens, isso vai fazendo com que aumente a fadiga muscular nos olhos. Isso pode ser um problema no futuro.

Mas o principal é que nós podemos fazer algo que possa evitar essa situação. Os nossos olhos não foram feitos para ficar com os olhos fixos especificamente num local. Eles são feitos para que a gente possa variar o foco o tempo inteiro, olhar para longe, piscar com frequência. E o celular está no lado oposto disso; a gente acaba fazendo um foco muito próximo por muitas horas e os olhos ficam praticamente imóveis.

O que é que nós temos que fazer para evitar que isso aconteça? Existe uma técnica específica que é a 'regra 20-20'. Ela é simples: a cada 20 minutos de uso de tela, você deve fazer 20 segundos de um olhar para uma coisa um pouco acima de 6 metros, além de 6 metros, fazer piscadas constantes forçando essa lubrificação do olho.

Além disso, nos celulares é bom ativar o modo noturno, manter uma distância entre 35 a 45 centímetros do olho e piscar conscientemente, porque a gente acaba não piscando tanto. As telas não cegam as pessoas, mas o uso sem pausa cobra o seu preço e a gente tem que ajustar nossos hábitos para que a gente possa proteger a nossa visão para o futuro.

Grande abraço a todos e uma boa semana.

 

Confira na integra: 

 

O impacto do exame toxicológico na segurança das nossas estradas

23/12/2025 16h00 | Atualizada em 23/12/2025 16h55 | Por: Daisson Trevisol
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Hoje, na nossa coluna Saúde em Destaque, vamos tratar de um assunto muito importante, que é o exame toxicológico. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Infraestrutura e do Denatran, definiu novas regras sobre o exame toxicológico no Brasil. O exame toxicológico já era uma realidade para os motoristas profissionais, mas agora ele passa a ser obrigatório também para a renovação e para quem está tirando a primeira habilitação, inclusive nas categorias A e B.

Muita gente reclama do custo, mas a gente precisa olhar para os números. Desde que o exame toxicológico se tornou obrigatório em 2016, nós tivemos uma redução de 35% nos acidentes com caminhões e 45% nos acidentes com ônibus nas rodovias brasileiras. Mais de 300 mil motoristas profissionais foram barrados por estarem utilizando substâncias ilícitas. O exame é muito simples: é coletado um pequeno fio de cabelo. Esse material vai para o laboratório e lá eles conseguem detectar se aquela pessoa utilizou algum tipo de droga nos últimos 90 dias. É uma janela de detecção muito grande, o que garante que aquele condutor está apto e limpo para dirigir.

Muitos criticam que seria mais um custo para quem quer tirar a carteira, mas veja bem: o valor do exame hoje gira em torno de 130 reais no Laboratório Santa Catarina, por exemplo. O governo também tirou a obrigatoriedade de algumas aulas práticas para compensar esse valor. O que a gente tem que colocar na balança não é o valor financeiro, mas sim as vidas que são salvas. Um motorista sob efeito de drogas é uma arma nas rodovias. Com a chegada das festas de final de ano, o movimento nas estradas aumenta muito, e saber que os motoristas passaram por esse filtro traz muito mais segurança para todos nós. Portanto, o exame toxicológico não é apenas uma burocracia, é uma ferramenta de saúde pública e de preservação da vida. Se você vai renovar sua CNH ou tirar a primeira habilitação, faça o exame com responsabilidade.

Esta foi a nossa coluna Saúde em Destaque de hoje. Um grande abraço a todos e até a próxima!

 

Cannabis Medicinal: Ciência, Preconceito e Falta de Apoio

17/12/2025 15h30 | Atualizada em 17/12/2025 16h28 | Por: Daisson Trevisol

Hoje eu quero falar sobre um assunto de tratamento inovador, mas que sofre com muito preconceito: a cannabis medicinal.

A ciência já comprovou que a cannabis medicinal pode ser utilizada em vários tratamentos, como epilepsia refratária — aquela que não responde especificamente a determinados tratamentos —, dores crônicas, esclerose múltipla e até alguns tipos de câncer.

A cannabis medicinal tem sido difundida no mundo inteiro para o tratamento dessas doenças e aqui no Brasil ela sofre bastante preconceito. Nós não podemos misturar o que é tratamento medicamentoso, ou tratamento com alguma planta medicinal como é esse caso, com a droga ilícita que é utilizada para fins recreativos.

É importante ressaltar que, quando você faz o uso da cannabis medicinal — principalmente o óleo chamado canabidiol —, ele não vai ter os efeitos narcolépticos que tem a droga de uso recreativo.

Esse uso aqui no Brasil tem aumentado ao longo dos anos, mas a regulamentação da Anvisa e do Governo Federal ainda são falhas, principalmente na produção e na comercialização, o que acaba tornando o tratamento muito caro.

Em alguns anos, eu estive em Israel e lá é amplamente difundido o tratamento não só com o óleo, mas também com a erva para ser fumada para alguns tratamentos. Nesse caso, não vou entrar muito nesse detalhe porque a gente tem que vencer outras barreiras aqui no Brasil para chegar a esse ponto.

Alemanha, Canadá e Israel estão bastante avançados nesses tratamentos e a gente precisa evoluir também no Brasil. Muitas pessoas precisam desse tratamento. A ciência já comprovou o seu efeito, principalmente quando utilizado de forma controlada.

Esse óleo do canabidiol é importante para o tratamento e monitoramento e, principalmente, como adjuvante em determinadas doenças. Mas o Brasil ainda está um pouco atrás nessa questão.

Temos que atuar na regulação, mas também temos que aprovar a produção e, principalmente, a comercialização de uma forma mais barata — talvez até pelo SUS — para que as pessoas tenham cada vez mais acesso a um tratamento que se torna cada vez mais importante e viável para toda a população.

 

Daisson Trevisol

Saúde em Destaque

Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UNISUL e da Medicina, com mais de 20 anos de experiência na área da saúde e gestão pública. Foi Secretário Municipal de Saúde, presidente do COSEMS-SC e diretor do CONASEMS. É mestre em Saúde Coletiva, doutor em Ciências Cardiovasculares pela UFRGS e possui MBA em Liderança e Gestão em Saúde pelo Einstein. Atualmente, é diretor executivo do Laboratório Santa Catarina.

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