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COLUNISTAS

O impacto do uso prolongado do celular na saúde dos olhos

28/01/2026 17h00 | Atualizada em 28/01/2026 17h12 | Por: Daisson Trevisol

Hoje nós vamos falar sobre um problema silencioso do mundo moderno, que é o impacto do uso prolongado do celular na saúde dos nossos olhos. Quase 70% das pessoas têm problemas quando fazem um uso excessivo de celulares com relação à ardência, cansaço visual, visão borrada ou mesmo dores de cabeça. Isso aumentou muito depois da pandemia.

O vilão do celular não é a luz azul como todos imaginam, assim como falava-se na tela do computador, mas sim o uso prolongado dessas tecnologias. Se a gente fizer um uso prolongado sem alguma pausa eventual, aumenta o número de problemas relacionados ao ressecamento dos olhos e, ao mesmo tempo, a gente diminui o número de piscadas. Isso faz com que haja esse ressecamento.

A luz, ela não danifica a retina de forma contínua, mas ela desregula o sono e reduz a produção de melatonina, e muitas vezes piora o sono, principalmente quando você utiliza muito o celular durante a noite ou próximo do horário de dormir. O uso excessivo dessas telas para uma progressão de uma doença especificamente poderia levar a uma miopia, especialmente em jovens, isso vai fazendo com que aumente a fadiga muscular nos olhos. Isso pode ser um problema no futuro.

Mas o principal é que nós podemos fazer algo que possa evitar essa situação. Os nossos olhos não foram feitos para ficar com os olhos fixos especificamente num local. Eles são feitos para que a gente possa variar o foco o tempo inteiro, olhar para longe, piscar com frequência. E o celular está no lado oposto disso; a gente acaba fazendo um foco muito próximo por muitas horas e os olhos ficam praticamente imóveis.

O que é que nós temos que fazer para evitar que isso aconteça? Existe uma técnica específica que é a 'regra 20-20'. Ela é simples: a cada 20 minutos de uso de tela, você deve fazer 20 segundos de um olhar para uma coisa um pouco acima de 6 metros, além de 6 metros, fazer piscadas constantes forçando essa lubrificação do olho.

Além disso, nos celulares é bom ativar o modo noturno, manter uma distância entre 35 a 45 centímetros do olho e piscar conscientemente, porque a gente acaba não piscando tanto. As telas não cegam as pessoas, mas o uso sem pausa cobra o seu preço e a gente tem que ajustar nossos hábitos para que a gente possa proteger a nossa visão para o futuro.

Grande abraço a todos e uma boa semana.

 

Confira na integra: 

 

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Daisson Trevisol

Saúde em Destaque

Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UNISUL e da Medicina, com mais de 20 anos de experiência na área da saúde e gestão pública. Foi Secretário Municipal de Saúde, presidente do COSEMS-SC e diretor do CONASEMS. É mestre em Saúde Coletiva, doutor em Ciências Cardiovasculares pela UFRGS e possui MBA em Liderança e Gestão em Saúde pelo Einstein. Atualmente, é diretor executivo do Laboratório Santa Catarina.

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