Animal comunitário foi encontrado com tinta em áreas sensíveis e caso mobilizou notas de repúdio em Criciúma.
Foto: Reprodução/coragem.gentileza A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) instaurou procedimento interno para apurar o caso de um cachorro comunitário encontrado com tinta azul na cabeça, orelhas, cauda e região anal, em Criciúma. O episódio, associado a um suposto trote universitário, gerou repercussão entre voluntários da causa animal e entidades estudantis.
Segundo a universidade, o fato teria ocorrido fora dos limites físicos da instituição, mas, diante da repercussão, foi iniciada uma investigação para esclarecer as circunstâncias e identificar eventuais envolvidos.
O caso veio a público após uma nota de repúdio divulgada por voluntários da causa animal, que alertaram para riscos de intoxicação, reações alérgicas, estresse e complicações mais graves ao animal, especialmente devido à aplicação do produto em áreas sensíveis.
Em nota oficial, a Unesc afirmou que não compactua com trotes que não sejam solidários e alinhados a princípios éticos, ressaltando que práticas desse tipo são vedadas pelo regimento interno da instituição.
A universidade também informou que medidas cabíveis poderão ser adotadas após a conclusão da apuração, observando o devido processo legal e as normas institucionais.
A Associação Atlética Acadêmica de Psicologia Tritão também se manifestou, negando qualquer participação no episódio. A entidade informou que a recepção de calouros promovida pela atlética ocorreu em outro local e sem qualquer relação com o caso, além de destacar ações de arrecadação de ração para cães comunitários.
O caso reacendeu o debate sobre bem-estar animal e responsabilidade em atividades de integração universitária, especialmente diante da legislação que enquadra maus-tratos como crime.
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