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Saúde

Baixa cobertura vacinal contra HPV deixa adolescentes desprotegidos no Brasil, aponta IBGE.

Pesquisa indica que parte significativa dos jovens não recebeu imunização ou desconhece situação vacinal.

29/03/2026 19h55 | Por: Redação

Uma parcela relevante de adolescentes brasileiros permanece sem proteção contra o papilomavírus humano (HPV), conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25).

O levantamento aponta que 54,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmaram ter sido vacinados, enquanto outros não receberam a dose ou não souberam informar sua condição vacinal.

De acordo com a pesquisa, 10,4% dos adolescentes não foram imunizados e 34,6% não souberam dizer se receberam a vacina. Em números absolutos, isso representa cerca de 1,3 milhão de jovens sem vacinação e aproximadamente 4,2 milhões com situação vacinal incerta.

O HPV é associado a diferentes tipos de câncer, incluindo o de colo do útero, além de tumores no ânus, pênis, boca e garganta. A vacina é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a recomendação do Ministério da Saúde é que a imunização ocorra entre os 9 e 14 anos.

Os dados da edição mais recente da PeNSE, coletados em 2024, indicam redução de 8 pontos percentuais na cobertura vacinal em relação à pesquisa anterior, realizada em 2019. O levantamento também aponta que 30,4% dos estudantes entre 13 e 17 anos já iniciaram a vida sexual.

A idade média da primeira relação foi de 13,3 anos entre meninos e 14,3 anos entre meninas, o que reforça a necessidade de imunização em idade precoce, conforme orientações de saúde pública. Entre os adolescentes não vacinados, cerca de metade declarou desconhecer a necessidade da vacina.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, fatores como falta de informação, dificuldades de acesso e percepção reduzida de risco impactam a adesão.

Outros motivos apontados incluem:

● 7,3%: oposição de pais ou responsáveis

● 7,2%: desconhecimento sobre a finalidade da vacina

● 7%: dificuldade de acesso aos serviços de saúde

A pesquisa identificou variações entre estudantes de escolas públicas e privadas. Na rede pública, 11% dos alunos não foram vacinados, enquanto na rede privada o índice é de 6,9%. Por outro lado, a oposição de responsáveis à vacinação foi maior na rede privada, com 15,8%, em comparação a 6,3% na rede pública. Especialistas indicam que o ambiente escolar pode contribuir para ampliar a cobertura, por meio de ações informativas e campanhas de vacinação.

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O Ministério da Saúde informou que dados preliminares de 2025 apontam aumento na cobertura vacinal, com 86% das meninas e 74,4% dos meninos imunizados.

Desde 2024, a vacina contra o HPV passou a ser aplicada em dose única, medida que busca facilitar a adesão. Também foi implementada uma estratégia de resgate vacinal voltada a jovens de 15 a 19 anos, que já alcançou cerca de 217 mil pessoas.

A ação está prevista para ocorrer até junho de 2026 e inclui iniciativas no ambiente escolar.

A população pode consultar a situação vacinal por meio do aplicativo Meu SUS Digital. A vacinação contra o HPV está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS.

A verificação da caderneta de vacinação e a busca por orientação em serviços de saúde são medidas recomendadas para garantir a imunização adequada.

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