Proposta autoriza quebra de sigilo em casos específicos e segue para análise do Senado.
Foto: Reprodução/IA A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1404/25, que amplia os instrumentos legais para garantir o pagamento de pensão alimentícia no Brasil. A proposta autoriza, em caráter excepcional, a quebra de sigilos bancário e fiscal do devedor, mediante decisão judicial fundamentada e quando houver indícios de ocultação de renda ou patrimônio. O texto segue para análise do Senado Federal.
De autoria do deputado José Guimarães, o projeto estabelece que a medida só poderá ser adotada quando não houver outros meios eficazes para apurar a real capacidade financeira do responsável pelo pagamento. A relatora, deputada Natália Bonavides, destacou que a proposta busca coibir práticas que dificultam o cumprimento da obrigação alimentar.
Segundo o texto aprovado, as informações obtidas por meio da quebra de sigilo deverão permanecer sob proteção judicial, com acesso restrito às partes envolvidas no processo.
Uso do FGTS para quitar dívidas
O projeto também prevê a possibilidade de penhora de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de pensão alimentícia. A medida amplia as hipóteses atualmente previstas em lei, com o objetivo de assegurar o cumprimento da obrigação.
Medidas de proteção a vítimas de violência doméstica
A proposta altera dispositivos da Lei Maria da Penha para garantir proteção econômica a mulheres vítimas de violência doméstica. Entre os pontos previstos:
O texto também classifica como discriminatórias práticas como demissão ou retaliação relacionadas ao afastamento da vítima.
Impactos no serviço público e assistência social
No âmbito do serviço público federal, a proposta cria uma licença específica para casos de violência doméstica, com remuneração integral e contagem de tempo de serviço, sem prejuízos funcionais.
Para mulheres fora do sistema previdenciário, o projeto prevê a concessão de benefícios assistenciais temporários por estados e municípios. O INSS e entes públicos poderão, ainda, buscar ressarcimento dos valores pagos por meio de ações regressivas contra o agressor.
Atualização sobre licença-maternidade
O texto incorpora entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre licença-maternidade em casos de internação prolongada. A regra estabelece que a prorrogação do benefício ocorrerá após a alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, o que acontecer por último.
Próximos passos
Após aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto será analisado pelo Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.
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