Práticas que prejudicam a saúde ou a caridade não correspondem ao espírito quaresmal.
Foto: Trac Vu via Unsplash A Quaresma é um dos períodos mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. Durante 40 dias, os fiéis são convidados à conversão por meio da oração, do jejum e da caridade. No entanto, a Igreja orienta que nem toda penitência é adequada.
Segundo o ensinamento católico, práticas que colocam em risco a saúde física ou mental não são incentivadas. O Código de Direito Canônico estabelece a obrigatoriedade do jejum apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, com exceções para doentes, idosos, gestantes e pessoas em condições de trabalho extenuante.
A Igreja também alerta contra penitências motivadas por vaidade ou exibicionismo. No Evangelho de Mateus, Jesus orienta que o jejum não deve ser feito para ser visto pelos outros, mas como expressão de conversão interior.
Outra recomendação é evitar sacrifícios que gerem irritação, impaciência ou afastamento da caridade. De acordo com a tradição cristã, práticas que prejudicam a convivência familiar ou social não cumprem o objetivo espiritual da Quaresma.
A Igreja ainda reforça que penitências externas não substituem a conversão de vida, a oração e a prática da caridade. O Papa Francisco tem destacado, em homilias quaresmais, que o jejum sem caridade e a renúncia sem mudança interior perdem seu sentido.
Por fim, a orientação é evitar práticas supersticiosas ou sem fundamento cristão, especialmente aquelas que transformam a penitência em uma forma de barganha espiritual.
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