Pesquisa citada no Espaçotec, da Rádio Litoral, indica que sistema de inteligência artificial não sugeriu atendimento hospitalar imediato em quase metade dos casos simulados.
Um estudo recente apontou limitações no uso de ferramentas de inteligência artificial para orientações médicas. A informação foi destacada por Levi Tancredo, no Espaçotec, da Rádio Litoral, ao comentar uma pesquisa que avaliou o desempenho do sistema ChatGPT Health em diferentes cenários clínicos.
Segundo o levantamento, a plataforma falhou em recomendar ida imediata ao hospital em quase 52% dos casos analisados. Para o estudo, foram simuladas 60 situações clínicas realistas, que variavam desde quadros leves até emergências médicas. As respostas da inteligência artificial foram comparadas às avaliações feitas por três médicos.
Em alguns casos graves, como acidente vascular cerebral (AVC) e reações alérgicas severas, o sistema conseguiu indicar corretamente a necessidade de atendimento emergencial. Porém, em situações críticas, como insuficiência respiratória e sufocamento, a orientação foi de aguardar ou agendar consulta, o que poderia representar riscos ao paciente.
Durante a coluna, Levi ressaltou que ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar na busca por informações, mas não devem ser utilizadas como única referência em questões de saúde.
Segundo ele, o ideal é utilizar essas plataformas como apoio para compreender melhor um problema ou buscar informações iniciais, mas sempre com a confirmação de profissionais da área médica.
Levi também destacou que o desenvolvimento dessas tecnologias ainda está em evolução e que melhorias devem ocorrer nas próximas versões dos sistemas. Enquanto isso, a recomendação é manter cautela e não substituir o atendimento médico por orientações obtidas apenas por inteligência artificial.
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