Estamos na última semana de janeiro de 2026.
Isso significa que o planejamento deixou de ser intenção e passou a ser execução. E é justamente agora que muitas empresas descobrem um problema clássico: planejar sem organizar processos não sustenta resultado.
- Meta sem processo vira pressão.
- Processo sem revisão vira atraso.
Um dos primeiros erros que vejo nas empresas é tratar a meta como algo anual, distante, quase abstrato. Meta boa é aquela que vira ritmo. Por isso, quebrar a meta anual em metas semanais — as 52 semanas do ano — transforma planejamento em acompanhamento real. O empresário para de “esperar o ano acabar” para saber se deu certo.
Outro ponto essencial é revisar o plano orçamentário logo no início do ano. Janeiro não é mês de repetir números por inércia. É o momento de alinhar orçamento com a realidade, cortar excessos, ajustar investimentos e garantir que o caixa sustente o crescimento planejado.
Mas planejamento não vive só no papel. Ele precisa ser comunicado. O kick-off com a equipe, mostrando claramente a direção da empresa, é um processo decisivo. Quando o time entende para onde a empresa vai, as decisões do dia a dia passam a fazer mais sentido.
E aqui entra uma parte que muitos evitam falar, mas que é fundamental: planejamento também é exclusão.
Excluir processos que não funcionam.
Excluir rotinas que só consomem energia.
E, quando necessário, excluir pessoas que não acompanharam a energia, o ritmo e a cultura que 2026 exige.
Outro processo crítico é a revisão da base inativa e dos leads parados no CRM. Empresas perdem dinheiro todos os meses por não revisarem o que já está dentro de casa. Lead esquecido é oportunidade desperdiçada. Processo bem definido transforma dado parado em ação.
Rotina também precisa de método. Definir uma rotina clara, organizada e não negociável evita que a empresa funcione no improviso. O que não tem horário, responsável e acompanhamento simplesmente não acontece.
Tudo isso reforça uma verdade simples, mas dura:
o CNPJ precisa crescer mais do que o CPF do dono.
Se a empresa depende exclusivamente do esforço pessoal do empresário, o problema não é falta de dedicação — é falta de processo.
2026 já está rodando.
Agora não é mais sobre planejar melhor, é sobre organizar melhor a execução.
Empresas que ajustam seus processos agora ganham clareza, velocidade e resultado. As que não fazem isso passam o ano inteiro apagando incêndios e chamando isso de gestão.
Planejamento sem processo é discurso.
Processo bem definido é o que transforma 2026 em um ano de avanço real.

Maurício Dobiez
Formado em Ciências Contábeis e Pós-Graduado em Gerência Contábil, foi professor universitário por 8 anos. É sócio da HOLD Contabilidade e da Terceirizou – Terceirização Financeira, além de atuar como investidor em empresas de segmentos diversificados. Colunista do jornal Folha Regional e da Rádio Hiper, também é diretor em duas Associações de Mútuo Benefícios. Foi presidente do Hercílio Luz Futebol Clube e exerceu cargos de liderança no CEJESC e na AJET, consolidando uma trajetória de gestão e representatividade.
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