Operação autorizada pelo STF busca desarticular esquema de lavagem de dinheiro estruturado para o pagamento de propinas a servidores públicos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a quarta fase da Operação Compliance Zero. Sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a ofensiva mobiliza agentes federais para desmantelar uma engenharia financeira voltada à lavagem de capitais. Segundo as investigações, o esquema era utilizado para garantir o repasse de benefícios ilícitos a funcionários da administração pública, ferindo a integridade de órgãos do Estado.
Detalhamento da Operação e Mandados Judiciais
As diligências executadas hoje visam colher novas evidências e interromper a continuidade das atividades criminosas. As ordens judiciais, expedidas pelo STF, foram cumpridas de forma simultânea nos seguintes moldes:
Mandados de prisão preventiva: 2 ordens cumpridas;
Mandados de busca e apreensão: 7 ordens cumpridas;
Localidades atingidas: As ações ocorreram exclusivamente no Distrito Federal e no estado de São Paulo.
Contexto Investigativo e Crimes Apurados
As apurações técnicas conduzidas pela Polícia Federal indicam a existência de uma organização criminosa com atuação estruturada no sistema financeiro e na administração pública. O inquérito tramita com foco na materialização de provas relacionadas aos seguintes delitos:
Crimes contra o sistema financeiro;
Corrupção ativa e passiva;
Lavagem de valores;
Constituição de organização criminosa.
O trabalho investigativo segue rigorosos protocolos legais, garantindo o sigilo das informações sensíveis e respeitando o princípio constitucional da presunção de inocência de todos os citados até a conclusão do processo judicial.
Histórico da Operação Compliance Zero
Esta nova etapa é um desdobramento direto de fases anteriores que revelaram a profundidade do esquema. Em março deste ano, durante a terceira fase da operação, a Polícia Federal efetuou a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A magnitude do prejuízo investigado e a necessidade de garantir a recomposição do erário levaram o STF a determinar medidas assecuratórias severas. O montante total determinado para bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros dos envolvidos pode alcançar a cifra de R$ 22 bilhões.
Além das restrições de liberdade e das buscas, a Justiça determinou o afastamento imediato de investigados de suas funções públicas, visando impedir a utilização de cargos para a perpetuação de ilícitos. O material apreendido nesta quinta-feira será submetido a perícia técnica para auxiliar no prosseguimento das investigações. A operação reafirma a importância da transparência institucional e do combate incessante a crimes que atentam contra a probida
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