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Saúde

Casos de injúria racial em escola de Tubarão expõem sofrimento de adolescente e mobilizam família

Em menos de um mês, estudante de 14 anos relatou duas agressões verbais racistas dentro da Escola Aderbal Ramos da Silva; direção afirma que adotou providências.

Tubarão, 14/04/2026 14h25 | Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma sequência de episódios de injúria racial registrada dentro da Escola de Educação Básica Aderbal Ramos da Silva, em Tubarão, tem gerado indignação e forte abalo emocional em uma adolescente de 14 anos e em sua família. Em menos de um mês, a estudante foi alvo de duas ofensas racistas praticadas por colegas dentro da instituição.

O primeiro caso ocorreu em março, após um desentendimento envolvendo um trabalho escolar. Conforme relato da mãe da adolescente, Renata Beatriz Santiago, uma colega entrou na sala proferindo ofensas como “tinha que ser preta mesmo” e “aquela preta desgraçada”. A declaração foi ouvida por outros estudantes e chegou ao conhecimento da vítima por meio de uma colega.

Após o episódio, a adolescente procurou a direção da escola para relatar o caso. A mãe também esteve na unidade escolar, mas afirma que a situação não teve o encaminhamento esperado. Segundo ela, a estudante responsável admitiu a fala, porém alegou que não teve intenção ofensiva.

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Menos de um mês depois, um novo caso agravou a situação. Desta vez, um aluno afirmou que a adolescente “tinha cabelo de bombril”. Ao ser questionado, ele confirmou a declaração, disse ser racista e ainda imitou um macaco, ampliando a gravidade da agressão.

Abalada, a estudante acionou a mãe por telefone, que chegou a chamar a polícia. Diante da repetição dos episódios, a família registrou boletins de ocorrência e decidiu levar o caso adiante.

Segundo Renata, o impacto emocional na filha é evidente. A adolescente não quer retornar à escola e chegou a cogitar cortar o cabelo por conta do constrangimento. Apesar disso, a mãe afirma que tem trabalhado para fortalecer a autoestima da jovem e garantir a continuidade dos estudos.

“Ela vai voltar pela porta da frente e de cabeça erguida. Nossa cor é linda e não nos faz diferente de ninguém”, declarou.

A direção da escola informou, por meio de nota oficial, que desde o primeiro relato adotou as providências cabíveis, acionou os responsáveis, realizou acolhimento da aluna e fez os registros junto aos órgãos competentes. A instituição também destacou que promove ações educativas sobre respeito às diferenças e prepara palestras e atividades formativas com apoio do Ministério Público e profissionais do Direito.

Casos de injúria racial e racismo são previstos em lei e reforçam a necessidade de ações firmes no ambiente escolar para garantir segurança, respeito e convivência harmoniosa.

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