Projeto aprovado em comissão altera legislação e segue em tramitação no Congresso Nacional.
A Câmara dos Deputados aprovou, na Comissão de Segurança Pública, um projeto que amplia o porte de arma de fogo para profissionais da segurança privada, permitindo o uso do armamento durante 24 horas, inclusive fora do horário de serviço.
A medida altera regras previstas no Estatuto do Desarmamento e ainda depende de novas etapas para entrar em vigor. O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 2480/25, de autoria da deputada Rosângela Reis, com relatoria do deputado Paulo Bilynskyj.
A proposta reconhece as atividades da segurança privada como de risco permanente, justificando a ampliação do porte de arma. Segundo o relator, a medida busca adequar a legislação à realidade enfrentada pelos profissionais do setor.
Em manifestação à Agência Câmara de Notícias, ele afirmou que o reconhecimento da atividade como de risco visa à proteção da vida e da integridade física desses trabalhadores.
Categorias incluídas na proposta De acordo com o texto aprovado, poderão solicitar o porte de arma em tempo integral:
● Vigilantes
● Agentes de segurança privada
● Instrutores de armamento e tiro
A justificativa apresentada é o risco contínuo de retaliações, inclusive fora do ambiente de trabalho.
Critérios e exigências.
O projeto estabelece que o porte não será automático. Entre os requisitos previstos estão:
● Comprovação de vínculo profissional ativo
● Apresentação de Carteira Nacional do Vigilante válida
● Formação técnica conforme o Estatuto da Segurança Privada (Lei nº Lei 14.967/2024)
● Avaliação psicológica obrigatória
● Comunicação à Polícia Federal em caso de desligamento do profissional
O texto também prevê mecanismos de controle, incluindo a possibilidade de suspensão ou cassação do porte em caso de irregularidades.
Penalidades previstas.
Em situações de uso indevido da arma, o projeto estabelece:
● Demissão por justa causa
● Perda do direito ao porte
● Responsabilização criminal, conforme a legislação vigente
Tramitação.
A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, ainda precisa:
● Aprovação final na Câmara dos Deputados
● Análise do Senado Federal
● Sanção presidencial
A proposta ocorre em meio a discussões sobre segurança pública e regulamentação da atividade de segurança privada no país. O texto busca conciliar a ampliação do direito ao porte com exigências de fiscalização e controle.
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