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Rio Congonhas registra baixo índice de oxigenação de espécimes em abril de 2026

A degradação hídrica no manancial compromete a segurança alimentar da comunidade local e expõe a fragilidade das metas de recuperação ambiental para a bacia hidrográfica.

28/04/2026 07h50 | Atualizada em 28/04/2026 09h14 | Por: Redação - Publicado por Nicolaite

No dia 27 de abril de 2026, registros técnicos e visuais documentaram o comportamento atípico da fauna aquática no Rio Congonhas, nas proximidades da ponte de ferro, em Tubarão. Espécimes nativos, como a tainha e o carapicu, foram observados aglomerados na superfície, apresentando sinais característicos de baixo índice de oxigenação. O fenômeno ocorre em um cenário de recorrência de passivos ambientais na bacia, que atua como o principal extravasor de águas para a Barra do Camacho, em Jaguaruna. Esta situação evidencia que as alterações biológicas observadas possuem raízes socioeconômicas profundas ligadas ao histórico de uso e à interferência humana direta no corpo hídrico.

O agravamento da qualidade hídrica reflete-se diretamente na rotina da comunidade ribeirinha, cuja subsistência depende da saúde do ecossistema. A incapacidade de manter os níveis de oxigênio necessários para a sobrevivência da tainha e do carapicu compromete a segurança alimentar dos munícipes, que utilizam a pesca artesanal como fonte primária de nutrição e renda. Para além do impacto visual, a redução da viabilidade biológica no rio atinge o equilíbrio econômico local, tornando a degradação ambiental um problema de subsistência imediata. Diante desse quadro, torna-se imprescindível a fundamentação técnica e o posicionamento das autoridades reguladoras sobre a real condição do manancial.

O monitoramento institucional, conduzido pela Fundação Municipal de Meio Ambiente (FUNAT) e pela Agência Reguladora de Saneamento (AGR) através do "Projeto Rios de Tubarão", avalia o Índice de Qualidade da Água (IQA) e o Índice de Toxidez (IT). Estudos coordenados pelo Comitê da Bacia e pela concessionária local já classificaram trechos do sistema Rio Tubarão/Madre — popularmente conhecido como "Rio Morto" ou "Rio Seco" — como Classe 4, o patamar mais crítico de poluição segundo a Resolução CONAMA nº 357/2005. Embora as Secretarias de Agricultura e de Proteção e Defesa Civil realizem vistorias para manutenção de calhas e desassoreamento, a realidade observada em campo demonstra que tais medidas de engenharia são insuficientes para conter a toxicidade química e biológica. Esses dados técnicos são estratégicos para dar credibilidade às investigações sobre as causas da baixa oxigenação.

Historicamente, a bacia enfrentou acidentes severos, como o vazamento de finos de carvão em 2014 pela mineradora Carbonífera Catarinense, que na ocasião atribuiu a contaminação a falhas mecânicas em bombas. Atualmente, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Secretaria de Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) acompanham o cumprimento de metas que visam elevar o enquadramento do rio para as classes 2 ou 3 até o ano de 2042. Enquanto os órgãos ambientais fiscalizam as metas de longo prazo, a concessionária orienta a população ao uso consciente da água e disponibiliza o contato 0800 648 9596 para orientações. A resolução efetiva do problema depende da eficácia das ações de curto e longo prazo estabelecidas pelo Comitê da Bacia para reverter o histórico de degradação do recurso hídrico.

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